Caminhe na linha do tempo da mobilidade a pé

Conheça quais são os acontecimentos que marcaram o movimento da mobilidade a pé ao longo das últimas décadas.

    • 1930
      PEDESTRIANIZAÇÃO DA RUA DIREITA

      Início da pedestrianização das ruas do centro de São Paulo, com destaque para a Rua Direita. Por conta do conflito entre o alto fluxo de pedestres e o tráfego motorizado, algumas vias foram fechadas para os veículos, mas tratava-se apenas de fechamento operacional. Essa pedestrianização não envolveu intervenções de reurbanização, que vieram mais tarde, nos anos setenta.

    • 1972
      PRIMEIRO CALÇADÃO: RUA XV DE NOVEMBRO EM CURITIBA

      A proposta de Jorge Wilheim e do IPPUC (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba) de transformar as ruas congestionadas do centro em áreas destinadas exclusivamente aos pedestres desafogou imediatamente o tráfego de pessoas permitindo ao cidadão um conforto real no seu hábito de circular e fazer compras. O projeto também contemplou equipamentos e mobiliários urbanos: bancos, lixeiras, floreiras, entre outros, além de arborização

    • 1981
      SURGIMENTO ABRASPE

      Sob o mote “lutar pelos direitos dos pedestres, especialmente dos mais frágeis”, a Associação Brasileira de Pedestres – Abraspe foi fundada em 1981. Um dos trabalhos de destaque de advocacy da organização foi nas discussões do Código de Trânsito Brasileiro

    • 1992
      ECO 92 – CONCEITO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

      A ECO-92 suscitou a discussão do conceito de desenvolvimento sustentável e, de certo modo, influenciou o debate sobre a necessidade do Estatuto das Cidades (Lei Federal LEI No 10.257 de 2001).

    • 1997
      PROTOCOLO DE QUIOTO (COP-3)

      Estabelecimento do tratado internacional que estabelece aos países desenvolvidos metas de redução de emissão dos gases de efeito estufa. No Brasil, o PQ pode ser considerado mais um fator que contribuiu para inserir a discussão do impacto do uso de combustíveis fósseis na mudança do clima. A adoção de modos ativos – a pé – e priorização do transporte público auxiliam no cumprimento das metas estabelecidas no Protocolo de Quioto

    • 1997
      CTB - CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO

      É explicitada a prioridade ao pedestre: art 29 § 2º “Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.”

    • 2000
      LEI FEDERAL Nº 10.098/00 (ACESSIBILIDADE)

      A Lei Federal 10.098/2000 estabelece “normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida” e dispõe também que o “planejamento e a urbanização das vias públicas, dos parques e dos demais espaços de uso público deverão ser concebidos e executados de forma a torná-los acessíveis para todas as pessoas, inclusive para aquelas com deficiência ou com mobilidade reduzida

    • 2001
      ESTATUTO DAS CIDADES - LEI NO 10.257, DE 10 DE JULHO DE 2001

      O Estatuto das Cidades institui a necessidade de elaboração dos Planos Diretores de modo participativo que, por sua vez, abrem a possibilidade de retornar investimentos em políticas eficazes de priorização do andar a pé nas cidades.

    • 2004
      NBR 9050

      Norma Brasileira que estabelece os parâmetros e critérios técnicos para certificar a acessibilidade em edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.

    • 2004
      1º SEMINÁRIO PAULISTANO DE CALÇADAS

      Em agosto de 2004, foi organizado o 1º Seminário Paulistano de Calçadas para discutir como administrar as calçadas na cidade de São Paulo. O evento aproximou diversas entidades ligadas ao assunto e, a partir daí, diversos compromissos (por exemplo, o programa passeio livre) foram firmados entre as entidades que participaram e gestores públicos presentes no evento.

    • 2004
      REDES SOCIAIS

      Com o advento dos meios tecnológicos, a possibilidade de comunicação e transmissão de informações foram facilitadas. Atualmente, a partir das redes sociais, causas como a mobilidade a pé podem ter maior repercussão e, consequentemente, englobar e despertar o interesse de um maior número de pessoas, sendo um potente meio de engajamento social e fonte de conteúdo.

    • 2005
      FORTALECIMENTO DO MOVIMENTO CICLOATIVISTA

      Stand de cicloativismo no Fórum Social Mundial de Porto Alegre se tornou o ponto de encontro dos ciclistas. No Fórum, cicloativistas começaram a se organizar e, então, nasce o Fórum Brasileiro de Mobilidade por Bicicleta, FBMB. A busca pelo direito à cidade através da promoção do uso da bicicleta também fortalece a promoção da mobilidade a pé. 

    • 2005
      PROGRAMA PASSEIO LIVRE

      Prefeitura da Cidade de São Paulo criou o Programa Passeio Livre, que visa conscientizar e sensibilizar a população sobre a importância de construir, recuperar e manter as calçadas da cidade em bom estado de conservação. Introduziu atualizações (p ex: largura das calçadas) na legislação e implementou algumas mudanças significativas.

    • 2005
      1º FÓRUM PAULISTANO DE PASSEIO PÚBLICO - SÃO PAULO

      O Fórum anunciou o Decreto Municipal 45.904 (regulamenta o artigo 6º da Lei nº 13.885, de 25 de agosto de 2004, no que se refere à padronização dos passeios públicos do Município de São Paulo). O decreto foi considerado inovador ao definir um padrão de materiais específicos e normas de acessibilidade.

    • 2006
      CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

      A Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência foi incorporada à legislação brasileira em 2008. Após uma atuação de liderança em seu processo de elaboração, o Brasil decidiu ratificá-la com equivalência de emenda constitucional, nos termos previstos no Artigo 5º, § 3º da Constituição brasileira.

    • 2007
      DIA MUNDIAL SEM CARRO (BRASIL)

      O Dia Mundial sem Carro, celebrado em 22 de setembro, é uma data internacional que incentiva pessoas de todos os países a deixarem o carro em casa e, pelo menos nesse dia, utilizarem outros meios de locomoção, priorizando os modos ativos: a pé e bicicleta. Ainda, são estimuladas reflexões acerca das externalidades causadas pelo uso excessivo do carro no meio ambiente, na saúde das pessoas e das cidades. A data surgiu na França em 1997 e nos anos 2000 várias cidades e países europeus também a adotaram .No Brasil o primeiro dia mundial sem carro foi celebrado em 2007.

    • 2007
      MANUAL BRASILEIRO DE SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO

      O Manual traz em seus volumes sinalizações e padronizações importantes para o deslocamento a pé, tais como: regulamenta placas destinadas a alertar os motoristas sobre a presença de pedestres e ciclistas na via; regulamenta sinalização específica para pedestres ocorre apenas para “Placas Educativas” e de “Serviços auxiliares” e servem principalmente a indicações quanto às travessias. As orientações do manual são apenas: que sejam instaladas transversalmente ao caminho do pedestre e que a altura da letra seja no mínimo 50mm; estabelece velocidades máximas das vias; e estabelece largura e posição da faixa de pedestres.

    • 2009
      SURGIMENTO DO CONCEITO “REDE DE MOBILIDADE A PÉ”

      Surgimento do conceito de “rede de mobilidade a pé” (Malatesta, 2009), garantindo uma ampla visão do sistema como um todo, abrangendo para muito além das calçadas, as travessias, tempos semafóricos, mobiliário urbano, conectividade, seguridade, dentre outros aspectos.

    • 2009
      2º SEMINÁRIO PAULISTANO DE CALÇADAS

      O evento objetivou reunir cidadãos, arquitetos, engenheiros, representantes do poder público e da iniciativa privada para dar continuidade aos projetos de construção e reforma dos mais de 30 mil quilômetros de calçadas do município.

    • 2010
      FERRAMENTAS DE MOBILIZAÇÃO ONLINE

      A partir da década de 2010 surgem ferramentas de tecnologia de informação e comunicação importantes, que empoderam cidadãos e cidadãs também para temas voltados à mobilidade a pé, tais como: aplicativo SP Sem Carro, Cidadera; Colab; Google Maps – Street View

    • 2012
      POLÍTICA NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA

      A Lei Federal nº12.305/2012 estabelece a exigência de priorização dos modos não motorizados e do transporte público coletivo, do fomento a alternativas energéticas e tecnológicas para o transporte público, e da permissão para operacionalizar instrumentos de desestímulo ao uso do veículo motorizado individual. Permite a restrição do acesso a veículos motorizados, podendo criar calçadões e áreas pedestrianizadas permanentes ou temporárias.

    • 2012
      CALÇADAS DO BRASIL - MOBILIZE

      Em 2012, o portal Mobilize Brasil promoveu a campanha Calçadas do Brasil para estimular a melhoria das condições da mobilidade a pé. O objetivo principal foi chamar a atenção da opinião pública para o problema da má qualidade, falta de manutenção, ou ausência das calçadas no país, e estimular as pessoas a denunciarem os problemas em suas cidades.

    • 2013
      JORNADAS DE JUNHO

      População brasileira foi as ruas em junho de 2013, inicialmente para contestar os aumentos nas tarifas de transporte público. As manifestações de junho tiveram um pluralismo de temáticas e reivindicações e a partir desta data, surgem várias iniciativas em prol das cidades, e, também, atuantes em mobilidade a pé.

    • 2013
      PARKLET

      Em 2005 o conceito de parklet começou a ser disseminado mundialmente após uma ação realizada em São Francisco, nos Estados Unidos. No Brasil, o primeiro parklet foi implantado em 2013, durante o festival Design Weekend.

    • 2014
      MANUAL BRASILEIRO DE SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO VOLUME V

      O Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito Volume V apresenta o cálculo do tempo de travessia do pedestre e os intervalos de sinalização (verde, vermelho intermitente e vermelho geral). O documento apresenta também exemplo de ciclo semafórico com estágio exclusivo para pedestres e conclui que o tempo de espera do pedestre será muito longo e remete a leitura de um outro item do manual que traz o fluxograma para verificar se vale a pena incluir sinalização semafórica. O Manual não apresenta a possibilidade de inserir um segundo ciclo exclusivo de pedestres. Por fim, o manual recomenda a travessia de pedestres em etapas ou em desnível de forma a não prolongar o ciclo semafórico – e com isso aumentar o tempo de espera dos veículos. Ou seja, a prioridade é dada aos veículos.

    • 2014
      PL GESTO DO PEDESTRE

      Desde 2010 circula pelo Senado o Projeto de Lei da Câmara n° 26, conhecido como a Lei do Gesto do Pedestre. Aparentemente benéfica, esta lei esconde uma enorme inversão de prioridades. Deste modo, em 2014, diversas organizações que atuam pela mobilidade a pé se reuniram para contestar o PL e discutir o tema.

    • 2014
      8 DE AGOSTO É DIA DO PEDESTRE (BRASIL)

      Dia Mundial do Pedestre é celebrado em 8 de agosto, data da foto que estampa a capa do disco dos Beatles atravessando a Abbey Road em Londres. O Sampapé! foi a organização que trouxe esta data para o Brasil. Datas comemorativas além de colocarem foco em temas específicos, suscitam reflexões e chamam a atenção. As pessoas que se deslocam a pé unem esforços para mobilizar a sociedade e demandar ações efetivas do poder público e privado no intuito de rever a distribuição dos espaços urbanos para circulação e priorização dos pedestres.

    • 2014
      PARKLET - POLÍTICA PÚBLICA

      Prefeitura de São Paulo regulamenta a criação de ‘parklets’ com o objetivo de criar espaços de estar temporários no que antes eram vagas de estacionamento. Democratizando e diversificando o uso da rua os parklets ampliam e qualificam espaços de convivência na rede da mobilidade a pé que, por sua vez, proporcionam maior interação social. A medida adotada em São Paulo estimulou outras cidades brasileiras também regulamentassem os Parklets, tais como: Decreto 39.983/2015 – Paradas Cariocas; Decreto 15895/2015 Parklet em BH; Decreto 28.886/2015 – Parklet Recife.

    • 2015
      LEI BRASILEIRA DE INCLUSÃO

      Em 2015 foi sancionada a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) com o objetivo principal de promover equiparação de oportunidades, autonomia e acessibilidade a a população brasileira.

    • 2015
      FAIXA VERDE EXCLUSIVA PARA PEDESTRES

      Na cidade de São Paulo, é pintada uma faixa verde exclusiva para pedestres redistribuindo o espaço do leito carroçável na Avenida Liberdade. Projeto piloto ocorre em uma região cujas calçadas não comportam o grande fluxo de pedestres.

    • 2015
      FORTALECIMENTO DO MOVIMENTO PEDATIVISTA

      2015 marca o ano de fortalecimento e empoderamento do movimento que atua pela mobilidade a pé, especialmente em São Paulo, a partir de uma confluência de esforços: trabalhos da CT de mobilidade a pé da ANTP, surgimento da associação Cidadeapé, Congresso da ANTP – mesa de microrrevoluções urbanas (só com mulheres) e outros espaços dedicados à articulação dos grupos.

    • 2015
      SEMINÁRIO INTERNACIONAL CIDADES A PÉ

      Em novembro de 2015 ocorreu o Seminário Internacional Cidades a Pé, em São Paulo, reunindo diversas experiências e especialistas nacionais e internacionais para discutir e debater soluções para o tema. O evento foi pioneiro no Brasil e concretizou-se graças ao protagonismo e engajamento das organizações que atuam pela mobilidade a pé.

    • 2016
      LEI 16.402 - LPUOS (NOVA LEI DE PARCELAMENTO, USO E OCUPACAO DO SOLO )

      Em São Paulo, a nova lei de Parcelamento, Uso e Ocupacao do Solo estabelece os parâmetros para a fachada ativa. Determina que a área destinda a fruição pública não pode ser fechada por nenhum objeto de vedação, mas pode ter controle de acesso noturno. Deve ter no mínimo 4m de largura. Para lotes entre 10.000m2 e 20.000m2 estabelece alguns parâmetros de implantação com o objetivo de permitir maior interação entre espaço privado e público. Incentiva a fruição pública em lotes de até 10.000m2 e estabelece os parâmetros para fornecer o benefício.

    • 2016
      SEMINÁRIO REGIONAL MOBILIDADE A PÉ E O FUTURO DO RECIFE

      Em junho de 2016, inspirado no e pelo seminário internacional Cidades a Pé, aconteceu em Recife o Seminário Regional mobilidade a pé e o futuro do Recife, que contou com especialistas locais e do Brasil para discutir soluções para o futuro caminhável do Recife.

    • 2016
      FORMAÇÃO DE ATIVISTAS PARA MOBILIDADE A PÉ

      Em 2016, a partir de um convênio entre ANTP e Cidadeapé, ocorreram três oficinas gratuitas de formação em mobilidade a pé, nos meses de janeiro, fevereiro e março, voltadas para engajamento e ativismo.

    • 2016
      PROGRAMA RUAS ABERTAS

      Decreto da prefeitura de São Paulo oficializa o programa Ruas Abertas sob o propósito de transformar ruas paulistanas em espaços de lazer e convivência, fechando vias para os veículos motorizados e abrindo-as para as pessoas aos domingos e feriados.

    • 2015
      FAIXA EM X

      Inspirados nos modelos de Tóquio, é inaugurada a primeira faixa de pedestres em “X” da capital paulista com o objetivo de facilitar a vida dos pedestres. Ao invés de realizar a travessia em duas etapas, é possível fazê-la em apenas uma, atravesando na diagonal de forma mais rápida e segura.

    • 2015
      CÂMARA TEMÁTICA DE MOBILIDADE A PÉ NO CMTT

      A Câmara Temática do Conselho Municipal de Trânsito e Transportes da Secretaria Municipal de Transportes (SMT) da Prefeitura de São Paulo da foi criada em dezembro de 2015 e conta com pessoas de diversas entidades que atuam em defesa da mobilidade a pé. Objetivo da CT édiscutir junto com o poder público municipal as propostas, ideias e críticas para a rede de mobilidade a pé da cidade, com o objetivo de fazer com que as políticas públicas passem a considerar esse modo de deslocamento.

    • 2015
      PLANMOB DE SP - INCLUSÃO DAS DIRETRIZES DE MOBILIDADE A PÉ

      Organizações pedativistas de SP se organizam e elaboram um documento de contribuição ao Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob) do município de São Paulo, legitimando um desejo da sociedade pela criação de políticas de base para desenvolver uma cidade mais caminhável e confortável para os pedestres nos próximos quinze anos.

    • 2016
      PESQUISA COMO ANDA

      Lançamento da pesquisa com o objetivo de mapear organizações que atuam em mobilidade a pé no Brasil, destacando barreiras e oportunidades diante do cenário analisado.